segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Pra começo de Conversa

Pois Bem...

 Meu nome é Andrea. Sou casada. Mae de dois filhos lindos. Consagrada da Comunidade Catolica Shalom. Bancaria, Maquiadora e Vendedora de Cosmeticos. Sou universitaria. E sou ansiosa.  Mas não é qualquer ansiedade.... é a ansiedade patológica mesmo. E é por isso que estou escrevendo. Foi uma forma de colocar pra fora o que está aqui dentro da minha cabeça... e vou controlando esse negócio com a escrita.  E não há aqui a menos intenção de conseguir seguidores, "ibope" ou coisa que o valha. Só quero escrever. Aí vem a pergunta: por que escrever num blog, se é possível escrever no word ou no velho caderno? Respondo: talvez em algum lugar exista alguem que pense como eu e ache que está sozinha no mundo. E aí ela encontra uns textos meio malucos que parecem com os pensamentos dela. Aí ela fica melhor.   Mas existe também a grande chance de não ter. Aí ok. Fica por isso mesmo. Não estou me importando muito. 
 Lembro da primeira vez que ouvi esse termo "blog". Era algo como um "diário virtual", compartilhado com as pessoas. Bom, essa é quase a ideia do que quero. Quero colocar com frequência um pouco do meu "fantástico mundo", dos pensamentos e das bobagens, dos devaneios, dos surtos, das alegrias, das euforias, das orações, da fé, da dor. Tudo na ordem em que elas surgem na minha cabeça. É, acho que vai ficar meio desordenado. Essa inspiração veio depois que li um artigo. Acho que o nome era "Mergulhando na Cabeça de um Ansioso". Quando li, pensei: meu Deus, esse cara entrou dentro da minha cuca! Fiquei realmente empolgada com a forma como esse autor retratou o pensamento ansioso. E quando eu lia, parecia que o mundo me entendia e eu ia ficando mais tranquila... não estou só, existem outras pessoas assim.
 Inspirei-me também nas consultas ao psicologo, nas conversas com meu acompanhador comunitario e formadora pessoal. Sabe o que é? Sou uma verdadeira metralhadora de palavras. Meus assuntos são rápidos, desconexos. As vezes fica dificil me entender. E apesar de adorar falar pelos cotovelos, escrever me relaxa e ordena meus pensamentos desordenados. É quase um desabafo, mas num ritmo mais interessante. Talvez se eu mostrar isso pra um deles, vai ficar mais facil me entender. Ou vão dizer pra eu não fazer isso. Não sei, Só sei que preciso disso agora. 
 Sabe, tem gente que acha que as pessoas engajadas em serviços na Igreja (seja qual for), numa comunidade religiosa, não sofrem. Parece que elas não adoecem. Parece que o mundo delas é perfeito e angelical. Que a santidade já reina. Deixa eu explicar uma coisa: parece incrível (!!!), mas pessoas religiosas são humanas. Sofrem, caem, pecam, precisam de ajuda humana e espiritual. Deus é tão maravilhoso que, por sermos eu e vocês, fracos e pecadores, nos escolheu para mostrar sua força. É preciso que Ele cresça e eu diminua, diz a Palavra de Deus. E é no meu nada que Ele realmente se faz forte. E como isso acontece concretamente, de forma muito particular, na minha vida? Vejam vocês que eu, no auge da minha confusão mental, passando por crises e crises de ansiedade (isso já está com um tempinho, não é recente), pelo menos 3 pessoas resolveram conversar comigo e, pasmem, pedir ajuda para resolver conflitos familiares, pessoais e até vocacionais. O mais incrível, é que essas pessoas, recentemente vieram me dizer que estão bem e que, de alguma forma, minha ajuda foi de grande valia (oi?). Agora me digam: se não é Deus quem faz essas coisas, quem mais? Eu é que não! Eu não tinha a menor condição de ajudar quem quer que seja. Eu tava mal!!! Mas, Deus, bondoso que é, se utilizou de mim naquele estado para ajudar essas criaturas, que passaram a ser minhas "filhas espirituais". Tenho-as sempre em meu coração e em minhas orações. 
  Contudo, isso é apenas uma pequena prova de que mesmo sendo bem cheias de fraquezas e limitações, Deus é sempre Deus. E Ele sempre realiza.  Eis a terceira inspiração: Deus. A mais importante das inspirações. E eu digo o por quê: escrever aqui também é oração. É uma forma diferente de bater um papo com o Senhor. E aí fica bom demais porque eu escrevo até "dar uma dor" e, automaticamente, me inspiro para rezar. Aí saio daqui e vou direto ter uns colóquios com Ele. Vai ter assunto, viu?... Hahahahahahaha.
  Por fim, quero que fique claro: aqui há partilhas muito pessoais. É uma forma de auto-conhecimento também. E de exposição de tudo o que penso, de tudo o que acho, de tudo o que vejo e acho interessante. É um pouco do meu mundo. É um pouco do meu eu. Do meu eu... que preciso descortinar, deixar a mostra. Pra mim mesma, principalmente.

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