A juventude é bela! Dentro da Universidade é possível ver tantos rostos... alegres, pensativos, tristes até... é possível contemplar tantos sonhos à flor da pele, bobagens faladas, brincadeiras, ironias, abraços... Tantos ideais! Olhar pra eles me faz sorrir porque vejo tanto amor e tanta garra!
Nessa hora, sinto-me uma senhora idosa olhando com ternura para jovens que, na verdade, são uns 8 a 10 anos mais novos que eu.
Fico, ao mesmo tempo, relembrando meus vinte e dois anos, nessa mesma Universidade, também assim: jovem, cheia de sonhos, garra, risadas. Meus maiores problemas eram as brigas bobas com o marido e as notas baixas que poderiam vir, se eu não estudasse.
Hoje, dez anos depois, tudo o que outrora era problema agora é muito pequeno... E tudo o que eu quero é estudar pra relaxar, porque lá fora os leões são muitos. De verdade: problemas, desafios assustadores, difíceis... Tirar boas ou más notas? Não é importante a preocupação com as notas. Estudar, hoje, é prazer; é esquecer os leões e mergulhar na leveza da juventude sonhadora e, de certa forma, voltar um pouco a ela...
Divagações. Pensamentos soltos. Ideias. Poesias. O que surgir. Sou eu me descobrindo, me conhecendo. Sou eu me descortinando.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Desculpe o Transtorno... Espirito Santo trabalhando!
"Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição.Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva. O vencedor herdará tudo isso; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho." (Ap 21, 1-7)
Sabe quando Deus insiste em falar? Pois bem. Ele falou em reconstrução de novo, obra nova, renovação. Ok! Eu acredito! Quem sou eu pra duvidar? Estou eu boiando em alto mar, deixando Deus me guiar pra onde ele permitir...
Sem disposição para divagações. Vou deixar o silêncio reinar. Vou deixar o Espirito Santo selar todas as coisas de hoje dentro de mim.
Tenham paciência comigo... o Senhor ainda não terminou sua obra!
Buenas Noches!
sábado, 14 de novembro de 2015
Sabadando
E hoje é sábado. Já amanheci daquele jeito! É que a net ficou sem funcionar dois dias. Tive que ir resolver este pepino hoje. Mas.... já deu tudo certo e cá estou eu fazendo minha "auto-terapia".
O bom de você escrever o que passa na sua cabeça durante o dia é que, de fato, faz efeito. É um negócio "de você para você mesma": você fala, você escuta. E você mesmo se aconselha, vai dando alternativas para as suas paranoias. Estou gostando disso.
Na verdade, meu dia começou sendo um tipico dia de "Mãe": levar a filhota pra fazer exame de sangue. Nada demais. Pura rotina. E vou dizer: senti um orgulho tremendo da minha princesa. Apesar da tensão, ela ficou lá, quietinha e não deu um pingo de trabalho. É mais corajosa que o pai dela. (Hahaha!... Entregando o marido!)
Depois disso ainda tentei levar a Mel pra terceira dose da vacina. Ela já está com 3 meses e não vai demorar pra eu ter que dar um jeito de levá-la pra passear. A cadelinha tá louca dentro de casa! Mas o carinha que dá a vacina dela não foi hoje. Aí não rolou. Fica pra segunda.
Contudo, sabe o que foi o melhor de hoje: ficar em casa, perto dos filhos. O maridão foi pra uma missão: pregar em um retiro. E eu fiquei com a sogra, com os filhotes. Pude cuidar um pouco deles. Bati um papo com a sogrita. Cochilei um pouco a tarde. Foi bom. Apesar da dorzinha de cabeça chata e do sono gigante que estão me perseguindo até agora.
São 23:30 e já estou cambaleando de sono. Acordar as seis e meia da manha em pleno sábado acabou comigo. Mas estou bem. Incrivelmente, eu estou bem. E em Paz.
Vou dormir. Estou capotando.
Buenas.
O bom de você escrever o que passa na sua cabeça durante o dia é que, de fato, faz efeito. É um negócio "de você para você mesma": você fala, você escuta. E você mesmo se aconselha, vai dando alternativas para as suas paranoias. Estou gostando disso.
Na verdade, meu dia começou sendo um tipico dia de "Mãe": levar a filhota pra fazer exame de sangue. Nada demais. Pura rotina. E vou dizer: senti um orgulho tremendo da minha princesa. Apesar da tensão, ela ficou lá, quietinha e não deu um pingo de trabalho. É mais corajosa que o pai dela. (Hahaha!... Entregando o marido!)
Depois disso ainda tentei levar a Mel pra terceira dose da vacina. Ela já está com 3 meses e não vai demorar pra eu ter que dar um jeito de levá-la pra passear. A cadelinha tá louca dentro de casa! Mas o carinha que dá a vacina dela não foi hoje. Aí não rolou. Fica pra segunda.
Contudo, sabe o que foi o melhor de hoje: ficar em casa, perto dos filhos. O maridão foi pra uma missão: pregar em um retiro. E eu fiquei com a sogra, com os filhotes. Pude cuidar um pouco deles. Bati um papo com a sogrita. Cochilei um pouco a tarde. Foi bom. Apesar da dorzinha de cabeça chata e do sono gigante que estão me perseguindo até agora.
São 23:30 e já estou cambaleando de sono. Acordar as seis e meia da manha em pleno sábado acabou comigo. Mas estou bem. Incrivelmente, eu estou bem. E em Paz.
Vou dormir. Estou capotando.
Buenas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
De Boas...
Oi, Meu querido diário (Iiiieeiiii!!)
Compartilhar minha cabeça com um blog é mt interessante. Especialmente quando me sinto tão à vontade. É como se eu realmente estivesse escrevendo num diario... naqueles diarios de antigamente. Só falta escrever em códigos (É o novo!)
Enfim. Vamos a exposição do meu fantástico mundo de Bobby de hoje. Se bem que nem posso chamar assim, porque hoje estou me sentindo tão tranquilinha, sem paranóias! Deve ser coisa da Fluoxetina. Só pode!
Dormi bem de novo, apesar das intensas cólicas e do meu filhote ter acordado de madrugada. Antes de dormir, logo após ter passado por aqui ontem, meu coração estava em Paz e extremamente voltado para Deus. Isso foi bom. Foi ótimo. Fazia tempo que não me sentia assim. E acho que isso foi mais um motivo para eu ter dormido tão bem.
De manhã, mais cedo que o habitual, já no transporte rumo ao trabalho, peguei meu terço e me pus a rezá-lo. Caramba, quanto tempo não fazia isso! Minha cabeça estava tão cheia de tantas coisas... ou estaria vazia? Não sei. Eu sei que não conseguia rezar, nem pensar em nada direito...nem nas coisas de Deus, nem nas coisas do mundo, nem em coisa alguma. Mas hoje... e ontem também... foi bom. Sensação de estar retornando para a Verdade, a Felicidade Plena, a que nunca passa. Jesus, meu amigo fiel, companheiro de todas as horas e Maria, Mãe amorosa e amiga também, que está o tempo todo a me empurrar para Deus. Pois é. Foram as minhas doces companhias. E nunca deixaram de ser, mas hoje resolvi dar atenção pra eles - amiga ingrata que eu sou! Ainda bem que eles me amam... e eu Os amo também. É um amor meio falho, é verdade... mas é amor.
Tem outra coisa feliz do dia de hoje: pude levar meus filhos ao dentista. E levar o filho para o fono. Também não é fácil levá-los a essas coisas, porque sempre chego muito tarde do trabalho. Mas hoje tudo deu certo. E o melhor de tudo é que eu não estava com a fadiga e o cansaço que me acompanham diariamente. Ainda conseguir brincar um pouco com meus filhos a noite, tirar sarro com eles e fazê-los rir! Eu estava incrivelmente de bom humor hoje... sem a impaciência costumeira! Eu até me estranhei! Eu assisti Carrossel e Roda a Roda Jequiti com eles! Eu adivinhei palavras! E comemorei porque adivinhei fazendo umas dancinhas estranhas. Sim, isso aconteceu! Minha filha ria alto! E eu estava satisfeita por vê-la rindo!
E pra completar fui ficar com as crianças no quarto, balançar meu filho na rede... E comecei a cantar engraçado, fazendo graça mesmo, e ele e minha filha se acabando de rir...Hahahaha! Eu realmente achei estranho. Depois de tanto tempo, me senti... tranquila. Até com certa paciência.
Analisando meu dia hoje, fico pensando o que poderia ter causado essa tranquilidade toda nesses dois dias. Eu meio que chego a algumas conclusões:
1. Deus tá me dando uma força extra
2. Fluoxetina, Funciona.
3. Psicologo.
4. Escrever meus sentimentos. Eu, particularmente, acho que isso tá me ajudando pacas.
5. Salada. A alimentação influencia. Certeza.
Chegar ao final do dia e dizer: "não fiquei neurótica hoje", é realmente gratificante. Paz. Deus. Esperança. São as gotas de Felicidade. São as gotas de Eternidade.
"Ponho minha esperança no Senhor. Minha alma tem confiança em Sua Palavra" (Sl 129,5)
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Dia Feliz!
Oiiiiii mundo!
Hoje acordei feliz! E sabe por que? Porque meu filho falou ontem. Ok, eu podia ter postado isso ontem, mas os efeitos de ontem surtiram hoje! (Quantos "ontem"! Mas dane-se, a ideia é a redundância mesmo! :p). Meu filhou falou!
A cada dia, uma evolução. Antes não falava nadica de nada. Depois começou a soltar seus primeiros monossilabos - dá, oi, "tau" (tchau), mém (Amém) - e repetições de silabas iguais - ma-ma, pa-pa, na-na. Mas agora, aos 6 anos, ele soltou o primeiro dissilabo: Fa-el (Dr Rafael, o fono dele). Duas sílabas diferentes! E com F, que ele nem sabia fazer o som! \o/
Ninguém pode imaginar a minha emoção! A minha alegria! Já passei o video dele falando pra tudo que foi de rede social, no trabalho, pra familia toda.... #corujicereina
Ter um filho com uma sindrome tão rara, tão pouco conhecida e bem misteriosa quanto à evolução do desenvolvimento, é algo realmente.... louco. Meu pequeno príncipe não me dá nenhum trabalho, não toma medicação, só se desenvolve bem mais lentamente. Então ele tem 6, com estatura de 4 e cabecinha de 2. Meu bebê grande. Por um bom tempo. O futuro dele é algo bem incerto, no que diz respeito ao desenvolvimento. Muita gente me pergunta: ele vai falar? Ele vai ter uma vida normal? Ele vai ler? Como vai ser? E eu é que sei, minha gente! Só Deus sabe! Cada pessoa que é portador da Sindrome do Marinesco Sjogren vai se desenvolver diferente. Dependerá muito dos estimulos que ele terá. Mas enfim. Estou profundamente feliz com mais um passo no desenvolvimento da fala dele, o que foi fundamental para que todo o meu dia fosse mais leve hoje.
Fui trabalhar com aquela leveza sabe... suavidade. Sem sono, sem cansaço, sem pensamentos nervosos. Graças a Deus, que me inspirou a voltar a tomar a boa e velha fluoxetina que a médica passou pra eu tomar por pelo menos 6 meses e eu não tomei... Hahahaha. Voltar a obedecer ordens medicas é importante. Até porque a ultima crise de ansiedade que tive não foi muito legal. Melhor não lembrar dela.
Bom, nada tirou minha alegria... exceto por 2 fatos que, apesar de não terem me deixado profundamente chateada e frustrada, posso dizer que tiraram um pouco a beleza do meu dia:
1. Não teve aula na faculdade. A professora adoeceu. Duas aulas seguidas sem professora. E eu numa ânsia pra estudar... só Deus sabe. Poxa, foram 10 anos sem pisar numa universidade! Mas... faz parte e eu já havia esquecido que isso é muito comum. Fazer o quê, né? Voltei pra casa.
2. Não consegui ir pra Vigília Mensal, mais uma vez. Eu sei que já faz tempo que não vou... mas dessa vez, eu realmente queria ir. Estava ansiosa para encontrar Jesus Eucaristico... mas tudo que não é pra acontecer acontece quando uma alma se decide por Deus. Minha filha nunca dá muito trabalho pra dormir... mas hoje... ela resolveu dar trabalho. "Mamãe tô com calor", " Mamãe não consigo dormir", "Mamãe o que você tá vendo?"... ai, Senhor. Não teve jeito. Eu não pude sair e deixa-la, pois aí é que ela não iria dormir mesmo e daria muito trabalho a avó, que já é idosa e não tem condição de ficar com ela durante a noite. Foi o jeito o pai dela ir sozinho e eu fiquei. Engraçado que só foi ele sair, 10 minutos depois ela dormiu. Mas não vou dar gosto ao cão... vou rezar bem direitinho hoje... fazer minha vigília daqui de casa. Ráá!
Sabe, chegar ao final do dia sem aquela angustia no peito é muito recompensador. O curto circuito que costuma acontecer no meu cérebro, hoje sequer apareceu. Normalmente tenho pequenos curtos durante o meu dia. Mas hoje não... quisera que todos os meus dias fossem assim. Quem sabe um dia?
Por hoje já deu! Fui!
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Pra começo de Conversa
Pois Bem...
Meu nome é Andrea. Sou casada. Mae de dois filhos lindos. Consagrada da Comunidade Catolica Shalom. Bancaria, Maquiadora e Vendedora de Cosmeticos. Sou universitaria. E sou ansiosa. Mas não é qualquer ansiedade.... é a ansiedade patológica mesmo. E é por isso que estou escrevendo. Foi uma forma de colocar pra fora o que está aqui dentro da minha cabeça... e vou controlando esse negócio com a escrita. E não há aqui a menos intenção de conseguir seguidores, "ibope" ou coisa que o valha. Só quero escrever. Aí vem a pergunta: por que escrever num blog, se é possível escrever no word ou no velho caderno? Respondo: talvez em algum lugar exista alguem que pense como eu e ache que está sozinha no mundo. E aí ela encontra uns textos meio malucos que parecem com os pensamentos dela. Aí ela fica melhor. Mas existe também a grande chance de não ter. Aí ok. Fica por isso mesmo. Não estou me importando muito.
Lembro da primeira vez que ouvi esse termo "blog". Era algo como um "diário virtual", compartilhado com as pessoas. Bom, essa é quase a ideia do que quero. Quero colocar com frequência um pouco do meu "fantástico mundo", dos pensamentos e das bobagens, dos devaneios, dos surtos, das alegrias, das euforias, das orações, da fé, da dor. Tudo na ordem em que elas surgem na minha cabeça. É, acho que vai ficar meio desordenado. Essa inspiração veio depois que li um artigo. Acho que o nome era "Mergulhando na Cabeça de um Ansioso". Quando li, pensei: meu Deus, esse cara entrou dentro da minha cuca! Fiquei realmente empolgada com a forma como esse autor retratou o pensamento ansioso. E quando eu lia, parecia que o mundo me entendia e eu ia ficando mais tranquila... não estou só, existem outras pessoas assim.
Inspirei-me também nas consultas ao psicologo, nas conversas com meu acompanhador comunitario e formadora pessoal. Sabe o que é? Sou uma verdadeira metralhadora de palavras. Meus assuntos são rápidos, desconexos. As vezes fica dificil me entender. E apesar de adorar falar pelos cotovelos, escrever me relaxa e ordena meus pensamentos desordenados. É quase um desabafo, mas num ritmo mais interessante. Talvez se eu mostrar isso pra um deles, vai ficar mais facil me entender. Ou vão dizer pra eu não fazer isso. Não sei, Só sei que preciso disso agora.
Sabe, tem gente que acha que as pessoas engajadas em serviços na Igreja (seja qual for), numa comunidade religiosa, não sofrem. Parece que elas não adoecem. Parece que o mundo delas é perfeito e angelical. Que a santidade já reina. Deixa eu explicar uma coisa: parece incrível (!!!), mas pessoas religiosas são humanas. Sofrem, caem, pecam, precisam de ajuda humana e espiritual. Deus é tão maravilhoso que, por sermos eu e vocês, fracos e pecadores, nos escolheu para mostrar sua força. É preciso que Ele cresça e eu diminua, diz a Palavra de Deus. E é no meu nada que Ele realmente se faz forte. E como isso acontece concretamente, de forma muito particular, na minha vida? Vejam vocês que eu, no auge da minha confusão mental, passando por crises e crises de ansiedade (isso já está com um tempinho, não é recente), pelo menos 3 pessoas resolveram conversar comigo e, pasmem, pedir ajuda para resolver conflitos familiares, pessoais e até vocacionais. O mais incrível, é que essas pessoas, recentemente vieram me dizer que estão bem e que, de alguma forma, minha ajuda foi de grande valia (oi?). Agora me digam: se não é Deus quem faz essas coisas, quem mais? Eu é que não! Eu não tinha a menor condição de ajudar quem quer que seja. Eu tava mal!!! Mas, Deus, bondoso que é, se utilizou de mim naquele estado para ajudar essas criaturas, que passaram a ser minhas "filhas espirituais". Tenho-as sempre em meu coração e em minhas orações.
Contudo, isso é apenas uma pequena prova de que mesmo sendo bem cheias de fraquezas e limitações, Deus é sempre Deus. E Ele sempre realiza. Eis a terceira inspiração: Deus. A mais importante das inspirações. E eu digo o por quê: escrever aqui também é oração. É uma forma diferente de bater um papo com o Senhor. E aí fica bom demais porque eu escrevo até "dar uma dor" e, automaticamente, me inspiro para rezar. Aí saio daqui e vou direto ter uns colóquios com Ele. Vai ter assunto, viu?... Hahahahahahaha.
Por fim, quero que fique claro: aqui há partilhas muito pessoais. É uma forma de auto-conhecimento também. E de exposição de tudo o que penso, de tudo o que acho, de tudo o que vejo e acho interessante. É um pouco do meu mundo. É um pouco do meu eu. Do meu eu... que preciso descortinar, deixar a mostra. Pra mim mesma, principalmente.
Meu nome é Andrea. Sou casada. Mae de dois filhos lindos. Consagrada da Comunidade Catolica Shalom. Bancaria, Maquiadora e Vendedora de Cosmeticos. Sou universitaria. E sou ansiosa. Mas não é qualquer ansiedade.... é a ansiedade patológica mesmo. E é por isso que estou escrevendo. Foi uma forma de colocar pra fora o que está aqui dentro da minha cabeça... e vou controlando esse negócio com a escrita. E não há aqui a menos intenção de conseguir seguidores, "ibope" ou coisa que o valha. Só quero escrever. Aí vem a pergunta: por que escrever num blog, se é possível escrever no word ou no velho caderno? Respondo: talvez em algum lugar exista alguem que pense como eu e ache que está sozinha no mundo. E aí ela encontra uns textos meio malucos que parecem com os pensamentos dela. Aí ela fica melhor. Mas existe também a grande chance de não ter. Aí ok. Fica por isso mesmo. Não estou me importando muito.
Lembro da primeira vez que ouvi esse termo "blog". Era algo como um "diário virtual", compartilhado com as pessoas. Bom, essa é quase a ideia do que quero. Quero colocar com frequência um pouco do meu "fantástico mundo", dos pensamentos e das bobagens, dos devaneios, dos surtos, das alegrias, das euforias, das orações, da fé, da dor. Tudo na ordem em que elas surgem na minha cabeça. É, acho que vai ficar meio desordenado. Essa inspiração veio depois que li um artigo. Acho que o nome era "Mergulhando na Cabeça de um Ansioso". Quando li, pensei: meu Deus, esse cara entrou dentro da minha cuca! Fiquei realmente empolgada com a forma como esse autor retratou o pensamento ansioso. E quando eu lia, parecia que o mundo me entendia e eu ia ficando mais tranquila... não estou só, existem outras pessoas assim.
Inspirei-me também nas consultas ao psicologo, nas conversas com meu acompanhador comunitario e formadora pessoal. Sabe o que é? Sou uma verdadeira metralhadora de palavras. Meus assuntos são rápidos, desconexos. As vezes fica dificil me entender. E apesar de adorar falar pelos cotovelos, escrever me relaxa e ordena meus pensamentos desordenados. É quase um desabafo, mas num ritmo mais interessante. Talvez se eu mostrar isso pra um deles, vai ficar mais facil me entender. Ou vão dizer pra eu não fazer isso. Não sei, Só sei que preciso disso agora.
Sabe, tem gente que acha que as pessoas engajadas em serviços na Igreja (seja qual for), numa comunidade religiosa, não sofrem. Parece que elas não adoecem. Parece que o mundo delas é perfeito e angelical. Que a santidade já reina. Deixa eu explicar uma coisa: parece incrível (!!!), mas pessoas religiosas são humanas. Sofrem, caem, pecam, precisam de ajuda humana e espiritual. Deus é tão maravilhoso que, por sermos eu e vocês, fracos e pecadores, nos escolheu para mostrar sua força. É preciso que Ele cresça e eu diminua, diz a Palavra de Deus. E é no meu nada que Ele realmente se faz forte. E como isso acontece concretamente, de forma muito particular, na minha vida? Vejam vocês que eu, no auge da minha confusão mental, passando por crises e crises de ansiedade (isso já está com um tempinho, não é recente), pelo menos 3 pessoas resolveram conversar comigo e, pasmem, pedir ajuda para resolver conflitos familiares, pessoais e até vocacionais. O mais incrível, é que essas pessoas, recentemente vieram me dizer que estão bem e que, de alguma forma, minha ajuda foi de grande valia (oi?). Agora me digam: se não é Deus quem faz essas coisas, quem mais? Eu é que não! Eu não tinha a menor condição de ajudar quem quer que seja. Eu tava mal!!! Mas, Deus, bondoso que é, se utilizou de mim naquele estado para ajudar essas criaturas, que passaram a ser minhas "filhas espirituais". Tenho-as sempre em meu coração e em minhas orações.
Contudo, isso é apenas uma pequena prova de que mesmo sendo bem cheias de fraquezas e limitações, Deus é sempre Deus. E Ele sempre realiza. Eis a terceira inspiração: Deus. A mais importante das inspirações. E eu digo o por quê: escrever aqui também é oração. É uma forma diferente de bater um papo com o Senhor. E aí fica bom demais porque eu escrevo até "dar uma dor" e, automaticamente, me inspiro para rezar. Aí saio daqui e vou direto ter uns colóquios com Ele. Vai ter assunto, viu?... Hahahahahahaha.
Por fim, quero que fique claro: aqui há partilhas muito pessoais. É uma forma de auto-conhecimento também. E de exposição de tudo o que penso, de tudo o que acho, de tudo o que vejo e acho interessante. É um pouco do meu mundo. É um pouco do meu eu. Do meu eu... que preciso descortinar, deixar a mostra. Pra mim mesma, principalmente.
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